domingo, 3 de fevereiro de 2013

Não jogue lixo na urna!


Querido governo de São Paulo: proibir sacolinhas plásticas nos supermercados não fará com que as sacolinhas sumam, mas sim com que os supermercados lucrem ainda mais com as pessoas comprando sacolas para acomodar seu lixo. As pessoas, de maneira geral, não têm tempo para ficar fazendo dobraduras para colocar no cesto de lixo do banheiro, para retirar as fezes do seu cãozinho de estimação... usar a sacolinha de mercado para colocar o lixo de casa é reutilizar. Uma medida muito mais eficaz seria obrigar as lojas a só distribuir sacolas oxibiodegradáveis, educar a população para que haja redução da "produção" de lixo, estimular a coleta seletiva e a reciclagem. Mais plástico produzido inutilmente do que as garrafas pet? Onde estão as garrafas retornáveis de refrigerante? Aquelas que, além de serem ecologicamente corretas, ainda faziam com que nosso refrigerante tivesse um delicioso sabor de infância...por onde andam? E de que adianta proibir as lojas de fornecer sacolas se não se proíbe a indústria de produzir cada vez mais plástico? Tem plástico no arroz, no feijão, no açúcar, nas embalagens de catchup, mostarda, maionese, óleo de soja, iogurte...e são embalagens que não se consegue reaproveitar, nisso ninguém pensa...
Essa foi apenas mais uma atitude radical e ineficiente, que só prejudica o consumidor e que com certeza não foi efetivamente pensada pelos políticos que a aprovaram, oi foi, o que me revoltaria ainda mais.
Em 2012: não jogue lixo na urna. O meio ambiente agradece...

Utopia



De repente escurece e: bum!!! Dizia o profeta.
É uma pena, errou.
Nossa vida, então, mais uma vez se projeta.
O mundo já acabou, mas não da maneira descrita.
Foi sem trevas, sem água, sem fogo.
O mundo acaba a cada dia,
E o nosso povo cada vez mais, agonia.
Povo chora de fome, covardia,
E a menina pobre, coitada, vira vadia.
Mas a tristeza do Brasil, o profeta não conhecia.
Não sabia do capitalismo, dos pobres, covardia!!!
Não conhecia, coitado, a nossa patifaria.
Subdesenvolvidos, coitados, industrialização tardia.
Contra a fome do nosso país, Betinho sempre pedia:
Uma ajuda, solidariedade, magia.
Pra este Brasil não há mais fantasia.
Não há roupas, tampouco comida...
E assim mais um morreria.
Hoje digo eu a vocês,
Muitos antes disso o mundo acabaria.
Acabou(triste fim!)
Quando não começou a cidadania.


12/11/99 

Você se foi

Angustiante solidão que me apavora
Não amo a ninguém, não choro
A tristeza me devora
Se amas alguém, teu amor não goro

Mas se for paixão
O que um dia me destruiu
Não sei porque então
Simplesmente você partiu

As lembranças me corroem o peito
De saudades de destruo, perdida
Não sei por onde caminhar direito
Sem você perdi o rumo na vida

Já faz tanto tempo
Que chorei
Mas lembro a todo momento
O quanto te amei

Miragem


Fecho os olhos; enxergo você.
Me sufoco; respiro você.
Tapo os ouvidos: Ouço tua voz.
Amarro as mãos; toco você.
Prendo os ombros; te abraço.
Sinto saudades; estás ao meu lado.
Pernas amarradas; te sigo.
Deserto; me molho em tuas lágrimas.
Vento cessado; te sopro.
Choro, penso, sofro, amo: Você!!!

19/08/1999

Saudade

Já se tornou quase impossível
Viver sem teus beijos de amor.
Sou o ser mais transparente e sensível,
tirou-me uma flor e deu-me a dor.

Fui cruelmente despetalada,
ao invés de receber seu amor, fui arrancada.
Hoje sou pra você, talvez mais nada
Me corrôo de tanto amor e saudade,
Enlouquecida, enxergo você por toda cidade.
Procuro atenta por outros braços,
Mas me parecem espinhos, ferindo nossos laços.

Em nossos beijos, carinhos, já não paro mais de pensar,
E em qualquer lugar que estiver a sua alma,
A minha vai a pé, desesperada, buscar.
Não posso deixar que nada tire o seu pensamento de me desejar.
Não fujo, não temo, pois sei que também me ama.

Agora, saudade minha, já não sei  onde está:
No mundo, no trabalho, na vida, ou em mim?!
O medo que tenho não é que deixes de me amar,
o medo é de que, sem que você perceba,
Um cupido venha curar-te de mim,
E flechar-te em outro lugar.


12/08/99 

Ainda não te esqueci


Esta noite vou deixar de dormir e chorar
Vou pensar apenas na tristeza

De estar longe
E continuar a te amar
Ainda te quero, tenha certeza,
Mas me corrôo de tristeza
Quando vejo nosso amor querendo perder a beleza.
Vida minha, carinho meu:
Apenas partiu, não morreu.
Partiu e não sei quando volta.
Amor, o que aconteceu?
Há uma semana já não tenho notícias
Amor, dos teus beijos, delícias.
Soa dentro de mim
A todo tempo, saudade.
E viver sem o teu amor, já é dura realidade.
Se beijo outros lábios, um gosto amargo
Se ganho outro abraço, triste pecado.
Se penso em alguém, na cabeça logo vem,
Amor, nosso laço.
Estamos unidos por correntes,
Que alguém deseja quebrar
Mas se a saudade é uma doença,
Vida minha: Que remédio há de curar?!


Daniela Lima Azevedo

12/08/1999